quarta-feira, 29 de junho de 2011

Para descontrair no meio da semana...


A foto dessa placa, foi tirada por meu filho Guilherme, quando estávamos na Chapada dos Guimarães, em dezembro de 2010. Achei muita graça, pois nunca havia visto tanta enfase em uma placa de trânsito!
Ai de quem virar essa rua!
Acho que não vai ser nem multado, vai ser linchado!...rsss


Mantenha o que???...:))



Sorte dele que o outro estava de relógio!!! ;-)


E você, já foi a Reduza? :)

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Solilóquio ao Entardecer




" Solilóquio ao Entardecer "




Interessante, amor, como depois de tantos descaminhos
de tantos desajustes, a vida vai ajeitando a felicidade,
ou a felicidade vai se ajeitando na vida,
sem a gente perceber, se enrodilhando em si mesma como um gato no tapete.

Como vamos reduzindo as proporções de nossos sonhos
(sem que nos apercebamos disto),
modificando nossos planos
(aquelas aspirações que eram
como viagens à Marte),

limitando os horizontes de nossa felicidade,
e por isso mesmo, tornando-a possível, real, palpável,
capaz de ser possuída, sem nada perceber de seu conteúdo,
antes tomando uma forma imprevista. Apenas.

Estranho, amor, como a felicidade
pode se reduzir a um quase nada
( sem deixar de ser tudo )
sem deixar de ser felicidade!

(Sabe uma coisa, amor?
A gente só pode ser feliz depois de ter andado muito,
e ter provado os tragos amargos da vida,
e depois que afinal a gente chega a uma espécie de filosofia
sobre o querer, e o poder alcançar...)

Interessante, amor, mas vamos concluindo que a renúncia
é a irmã mais velha da felicidade,
- Irmã Renúncia!
- e só por ela, chegamos tantas vezes àquela alegria de saber
quanto nos basta esse pouco que nos transborda das mãos...



(Início do poema "Solilóquio ao entardecer", de J G de Araújo Jorge)

sábado, 25 de junho de 2011

Tenho aprendido...


Tenho aprendido com o tempo que a felicidade vibra na frequência das coisas mais simples.
Que o que amacia a vida, acende o riso, convida a alma pra brincar, são essas imensas coisas pequeninas bordadas com fios de luz no tecido áspero do cotidiano.

( Ana Jácomo )

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Faça silêncio...



Faça silêncio...

Por um instante, deixe-se levar pela serenidade,
deixe os pensamentos mais revoltados se acalmarem.
Faça um minuto de limpeza mental, e deixe o silêncio te envolver.
O silêncio interior fala mais que mil vozes distintas.

Do jeito que caminhamos apressadamente,
da maneira com que tomamos decisões impensadas,
no estilo de vida que mais lembra uma corrida de carros,
nós vamos entrando cada vez mais em uma "mata fechada",
mata de problemas sem fim, uma "fábrica de doidos",
que pede remédios, calmantes, drogas, vícios...

Shhh!
Faça silêncio para organizar os seus desejos,
para manter acesa aquela chama inocente,
da criança que ainda mora em você,
mas que anda perdida, sem rumo, incrédula.
Por amor a sua vida, procure-se depressa,
mas com calma e serenidade,
para redescobrir valores encobertos pelo tempo,
apagados por decepções causadas por terceiros.
A sua vida é única, é dom Supremo!
Tenha tempo para você.

Shhh!
Faça silêncio pelo seu espírito que grita,
que pede minutos de atenção, antes de ferir-se,
antes de entrar de cabeça nessa aventura.
Antes da briga desnecessária,
antes da mágoa doentia,
antes da maledicência que persegue a todos.

Antes que o sol se deite,
que a noite se levante,
antes que mais um dia termine sem você ter pedido perdão,
sem ter dado um abraço nas pessoas mais queridas,
sem ter tido tempo para os seus desejos,
antes que a morte venha bater na nossa porta,
é fundamental fazermos silêncio para refletirmos;
- na qualidade da nossa vida,
- na qualidade dos nossos atos e pensamentos,
e se preciso for, largarmos tudo para recomeçar,
deixarmos nosso egoísmo e orgulho na esquina da ilusão,
e seguirmos em paz, rumo ao nosso infinito,
com doçura e satisfação.
Pois a vida é doce, para os que sabem extrair o seu favo diário,
para quem trabalha, confia, e não desiste de ser feliz.

Shhh!
Silêncio, por amor a você!

Paulo Roberto Gaefke

terça-feira, 21 de junho de 2011

Reflexão


SE EU ME CANSAR DA VIDA...


Senhor,

Se um dia, também eu, como tanta gente,
estiver "cheio da vida", com vontade de sumir,
de morrer,
insatisfeito comigo e com o mundo em torno de mim;
Pergunta-me apenas, se eu quero trocar:
- a luz pelas trevas;
- a fartura da mesa posta, pelos restos que tantos vem buscar no lixo;
- meus pés por uma cadeira de rodas;
- minha voz, pelos gestos;
- o mundo maravilhoso dos sons pelo silêncio dos que nada ouvem;
- o jornal que leio e depois jogo no lixo, pela miséria dos que vão buscá-lo para fazer dele seu cobertor;
- minha saúde perfeita, pelas doenças incuráveis de tanta gente;

Pergunta-me também, até quando não reconhecerei as tuas bençãos, a fim de fazer de minha vida um hino de louvor e gratidão e dizer, todos os dias, do fundo de mim:

- Obrigado, Senhor!!!...


(infelizmente desconheço a autoria)

sábado, 18 de junho de 2011


PAI, COMEÇA O COMEÇO?



"Quando eu era criança e pegava uma tangerina para descascar,
corria para meu pai e pedia: - "pai, começa o começo?".
O que eu queria era que ele fizesse o primeiro rasgo na casca,
o mais difícil e resistente para as minhas pequenas mãos.
Depois, sorridente, ele sempre acabava descascando toda a fruta para mim.
Mas, outras vezes, eu mesmo tirava o restante da casca
a partir daquele primeiro rasgo providencial que ele havia feito.


Meu pai faleceu há muito tempo (e há anos, muitos, aliás)
não sou mais criança.
Mesmo assim, sinto grande desejo de tê-lo ainda ao meu lado para,
pelo menos, "começar o começo" de tantas cascas duras
que encontro pelo caminho.


Hoje, minhas "tangerinas" são outras:
Preciso "descascar" as dificuldades do trabalho,
os obstáculos dos relacionamentos com amigos, os problemas
no núcleo familiar, o esforço diário que é a construção do
casamento, os retoques e pinceladas de sabedoria na imensa arte
de viabilizar filhos realizados e felizes, ou então, o enfrentamento
sempre tão difícil de doenças, perdas, traumas, separações, mortes,
dificuldades financeiras e, até mesmo, as dúvidas e conflitos
que nos afligem diante de decisões e desafios.
Em certas ocasiões,
minhas tangerinas transformam-se em enormes abacaxis...

Lembro-me, então, que a segurança de ser atendido pelo papai
quando lhe pedia para "começar o começo",
era o que me dava a certeza que conseguiria chegar até ao último pedacinho
da casca e saborear a fruta.
O carinho e a atenção que eu recebia do meu pai
me levaram a pedir ajuda a Deus, meu Pai do Céu,
que nunca morre e sempre está ao meu lado.
Meu pai terreno me ensinou que Deus, o Pai do Céu,
é eterno e que Seu amor é a garantia das nossas vitórias.

Quando a vida parecer muito grossa e difícil,
como a casca de uma tangerina para as mãos frágeis de uma criança,
lembre-se de pedir a Deus:
"Pai, começa o começo?"
Ele não só "começará o começo", mas, muitas das vezes,
resolverá toda a situação para você.
Não sei que tipo de dificuldade você está enfrentando ou que nós
encontraremos pela frente nesta vida.
Sei apenas que vou me garantir no Amor.
Sei apenas que vou me garantir no Amor Eterno de Deus para pedir,
sempre que for preciso:
"Pai, começa o começo?".


( Autor desconhecido )

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Obrigada amigos!

Rua Augusta - Lisboa - Ao fundo, o Portal da Cidade, de onde se avista o Tejo


Amigos, obrigada pelo grande carinho que deixaram registrado nos comentários da postagem abaixo.
Sintam-se todos abraçados.
A blogosfera, a cada dia, continua a me surpreender.
Isso aqui é uma caixinha de surpresas. De belas surpresas!
Quem diria que um dia teríamos tantos amigos, de lugares tão distantes, nos encontrando todos num mesmo lugarzinho, para um bate papo tão descontraído e gostoso? Bendita tecnologia! :)
É por isso que quando o blogger fica "mal das pernas", ficamos todos numa aflição danada!...rsss
Tenham uma maravilhosa quarta feira!
Beijos,

Cida

terça-feira, 14 de junho de 2011

Meu passeio em Portugal, em maio de 2009

Eu, no Palácio da Pena, em Sintra

Como tenho muitos amigos portugueses, estou mostrando aqui um pedacinho da minha viagem a Portugal na primavera de 2009.
Amei demais o País e o povo, e, um dia, se Deus quiser, espero aí voltar.

Eu, na Torre de Belém, em Lisboa

Fiquei em Portugal do dia 15, até o dia 25 de maio.

Meu marido e eu, em frente ao Santuário de Fátima

Essa foto foi tirada no dia 19 de maio, e meu marido e eu aproveitamos para ir até Fátima, onde agradecemos à Nossa Senhora pelos anos de "namôro", já que começamos a namorar em 19 de maio de 1968.


Fernando Pessoa e eu, em frente ao "Café a Brasileira"-Lisboa

Como a minha avó paterna era de família portuguesa, me senti em casa quando estava nesse País encantador.

( Desculpem-me pelas fotos não estarem nada boas, mas acho que dá pra se ter uma idéia desse meu passeio)

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Dia de Santo Antônio


*¨*¨*¨*HINO A SANTO ANTONIO*¨*¨*¨*


"Da mensagem de Deus foste instrumento,
Com empenho de bom semeador,
E teu verbo caindo em terra fértil
Fez-se tronco, deu fruto e deu flor.


Que saibamos levar a teu exemplo
A palavra de Deus ao nosso irmão,
A palavra de alento ao desprezado
E, ao que errou, a palavra de perdão.


Sem as armas que usam os poderosos,
Com o saber, a coragem, e a humildade,
Dos teus lábios brotaram como brasas
O amor da justiça e da verdade."





domingo, 12 de junho de 2011

E hoje se comemora o Dia dos Namorados aqui no Brasil


Desejo um lindo dia para todos!


A medida do amor é amar sem medida.

( Santo Agostinho )



...Por tanto amor, por tanta emoção, a vida me fez assim.
Doce ou atroz, manso ou feroz...
eu, caçador de mim...

( Milton Nascimento )


sexta-feira, 10 de junho de 2011


Mas Que Coisa!



A palavra "coisa" é um bombril do idioma. Tem mil e uma utilidades.
É aquele tipo de termo-muleta ao qual a gente recorre sempre que nos faltam palavras
para exprimir uma idéia.
Coisas do português.

A natureza das coisas: gramaticalmente, "coisa" pode ser substantivo,
adjetivo, advérbio. Também pode ser verbo: o Houaiss registra a forma
"coisificar".

Enquanto isso no Nordeste brasileiro:

"Ô, seu coisinha, você já coisou aquela coisa?"




Na literatura, a "coisa" é coisa antiga.
Antiga, mas modernista:

Oswald de Andrade escreveu a crônica O Coisa em 1943.
A Coisa é título de romance de Stephen King.
Simone de Beauvoir escreveu A Força das Coisas, e Michel Foucault,
As Palavras e as Coisas.

Em Minas Gerais, todas as coisas são chamadas de trem.

Menos o trem, que é chamado de "a coisa".
A mãe está com a filha na estação, o trem se aproxima e ela diz:
"Minha filha, pega os trem que lá vem a coisa!".



"Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça (...)".

A garota de Ipanema era coisa de fechar o Rio de Janeiro.

"Mas se ela voltar, se ela voltar / Que coisa linda / Que coisa louca."
Coisas de Jobim e de Vinicius, que
sabiam das coisas.
Sampa também tem dessas coisas (coisa de louco!),

seja quando canta "Alguma coisa acontece no meu coração",

de Caetano Veloso, ou quando vê o Show de Calouros, do Silvio Santos
(que é coisa nossa).



Coisa também não tem tamanho.
Na boca dos exagerados, "coisa nenhuma" vira
"coisíssima". Mas a "coisa" tem história na MPB:

No II Festival da Música Popular Brasileira, em 1966, estava na letra das
duas vencedoras:
Disparada, de Geraldo Vandré ("Prepare seu coração /
pras coisas que eu vou contar"),
e A Banda, de Chico Buarque ("Pra ver a banda
passar / Cantando coisas de amor"),
que acabou de ser relançada num dos CDs triplos do compositor.

Naquele ano do festival, no entanto, a coisa tava preta
(ou melhor, verde-oliva).

E a turma da Jovem Guarda não tava nem aí com as coisas:
"Coisa linda / Coisa que eu adoro".


Cheio das coisas:

As mesmas coisas, Coisa bonita, Coisas do coração,
Coisas que não se esquece,
Diga-me coisas bonitas, Tem coisas que a gente não tira do coração.
Todas essas coisas são títulos de canções interpretadas por Roberto Carlos,
o "rei" das coisas.
Como ele, uma geração da MPB era preocupada com as
"coisas".
Para Maria Bethânia, o diminutivo de coisa é uma questão de quantidade
(afinal, "são tantas coisinhas miúdas").
Já para Beth Carvalho, é de carinho e intensidade:
("ô coisinha tão bonitinha do pai").

Todas as Coisas e Eu é título de CD de Gal.
"Esse papo já tá qualquer coisa...
Já qualquer coisa doida dentro mexe."
Essa coisa doida é uma citação da música
Qualquer coisa, de Caetano, que canta também:
"Alguma coisa está fora da ordem."


Por essas e por outras, é preciso colocar cada coisa no devido lugar.

Uma coisa de cada vez, é claro, pois uma coisa é uma coisa;
outra coisa é outra coisa.
E tal coisa, e coisa e tal.
O cheio de coisas é o indivíduo chato, pleno de não-me-toques.
O cheio das coisas, por sua vez, é o sujeito estribado.
Gente fina é outra coisa. Para o pobre, a coisa está sempre feia:
o salário-mínimo não dá pra coisa nenhuma.

A coisa pública não funciona no Brasil.
Desde os tempos de Cabral.
Político quando está na oposição é uma coisa,
mas, quando assume o poder, a coisa muda de figura.
Quando se elege, o eleitor pensa: "Agora a coisa vai."

Coisa nenhuma!...
A coisa fica na mesma.
Uma coisa é falar; outra é fazer.
Coisa feia!
O eleitor já está cheio dessas coisas!
.

Coisa à toa:

Se você aceita qualquer coisa, logo se torna um coisa qualquer:

um coisa-à-toa.

Numa crítica feroz a esse estado de coisas, no poema
"Eu, Etiqueta",

Drummond radicaliza:
"Meu nome novo é coisa. Eu sou a coisa,
coisamente." E, no verso do poeta, "coisa" vira "cousa".

Se as pessoas foram feitas para ser amadas e as coisas,

para serem usadas, por que então nós amamos tanto as coisas
e usamos tanto as pessoas?

Bote uma coisa na cabeça: as melhores coisas da vida não são coisas.
coisas que o dinheiro não compra:
Paz, saúde, alegria e outras cositas más.

Mas, "deixemos de coisa, cuidemos da vida,
senão chega a morte ou coisa parecida",
cantarola Fagner em "Canteiros", baseado no poema Marcha,

de Cecília Meireles, uma coisa linda.

Por isso, faça a coisa certa,

e não esqueça o grande mandamento:
"amarás a Deus sobre todas as coisas".

Entendeu o espírito da coisa?




Desconheço a autoria. Quem souber alguma coisa...

quarta-feira, 8 de junho de 2011

AMOR...


"Passei a ocupar meus dias pensando sobre o que, afinal, é isso que todo mundo enche a boca para chamar de amor, como se fosse algo simplificado: defina em meia duzia de frases, é fácil, querida.
É fácil?
Pois a querida não entende como uma palavrinha simples, formada por apenas duas vogais e duas consoantes pode absorver um universo de sensações contraditórias, diabólicas, insensatas, incandescentes e intraduzíveis.
O que é
amor?
Já tentei explicar a mim mesma e, por mais que tente, jamais conseguirei atingir a essência dessa anarquia que dispensa palavras."

Martha Medeiros, no livro "Fora de mim"

terça-feira, 7 de junho de 2011


O voo até a lua não é tão longe.
As distâncias maiores que devemos percorrer estão dentro de nós mesmos.

( Charles de Gaulle )

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Muito obrigada amigos!


Agradeço, de coração, aos amigos e amigas, que deixaram palavras tão lindas e carinhosas neste post abaixo.
Vocês, definitivamente, fazem parte da minha vida, e enfeitam o meu dia a dia.
E é por isso mesmo, que eu gosto de vocês, me preocupo, e peço sempre a Deus que os abençoe.
Obrigada pela amizade!
Obrigada pelo afeto!
Tenham todos uma linda semana.
Beijos,

Cida

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Desafio recebido da AVOGI


Recebi da Giselda, mais conhecida como AVOGI, dona desse blog que eu amo, o desafio de colocar aqui no mosaicos, através de imagens, 10 coisas que eu gosto. Gosto de tantas coisas, que, mesmo após cortar bastante, acabaram ficando 12 :)
Gosto imenso de ter FÉ, em Deus e na vida, pois sem a menor dúvida, sem ela eu não seria a mesma pessoa.


Minha família é o meu esteio e meu tudo. Sei que posso contar com eles, e eles tem certeza que podem contar comigo para o que der e vier.
Família para mim é sinônimo de AMOR.


Amo demais as crianças (sempre amei), mas agora que sou avó, esse amor está mais exacerbado.

Atualmente, não temos somente os amigos do dia a dia, aqueles que são conhecidos e com quem convivemos. Temos também os amigos virtuais, que são imensamente importantes na nossa vida.
Nosso convívio, é muito gratificante, e penso que não saberia mais viver sem essas amizades, e sem o meu
mosaicos.
Amizade é tudo de bom! :)

Gosto muito de viajar, e graças a Deus, ao meu marido e aos meus filhos, já consegui fazer todas as viagens com as quais apenas sonhava.
Daqui pra frente, o que vier é lucro ;-)

Sou uma verdadeira "devoradora" de livros. No momento, estou lendo "1808" de autoria de Laurentino Gomes. Ganhei no ano passado do meu filho Guilherme, mas somente agora chegou a vez dele na fila. É que, como gosto demais de ler, sempre já tenho alguns na "fila" esperando a sua vez...rs


Quando estou com muita vontade de assistir a um filme, tenho que ir ao cinema assistí-lo. Não acho que o filme assistido em casa seja a mesma coisa.


As músicas tem um lugar importante na minha vida, principalmente as italianas.
Sempre gostei delas, por causa de minha mãe.
Depois que aprendi italiano, passei a gostar mais ainda.
Acho-as super românticas!

Assim como todas as pessoas, me sinto muito bem quando estou em contato com a natureza. Às vezes, sinto que necessito dela para "reabastecer as baterias".


Desde pequena tenho um contato muito próximo com os animais.
Hoje em dia, o meu "xodó" é a mafalda, a golden retriever do meu filho Gustavo.



Sou festeira, e me sinto bem principalmente em festas de casamento.
Já repararam como nessas festas todo mundo está feliz?
A começar pelos noivos!...:)

E por último, vou falar de comida, pois afinal sem comer ninguém vive...
Gosto de muitas diferentes, mas a que eu consigo comer todos os dias sem enjoar, é a nossa comidinha mineira. Se for feita em fogão à lenha então!...:P

( Amigos, eu teria que passar esse desafio para 10 blogs, mas decidi fazer o seguinte: quem gostar, pode levar, mas não deixe de me avisar quando estiver pronto, pois gostaria muito de saber um bocadinho mais de vocês ).
Beijão pra todos,

Cida

quarta-feira, 1 de junho de 2011



Ando perdido em uma selva de palavras.

Existem termos destinados a dar a impressão de que algo não é exatamente o que é, ou para botar verniz sobre uma atividade banal.


Já estão, sim, incorporados no vocabulário.

Servem para dar uma impressão enganosa.
E também para ajudar as pessoas a parecerem inteligentes e chiques
porque parecem difíceis...

Resolvi desvendar algumas dessas armadilhas verbais:

SEMINOVO - Já não se fala em carro usado, mas em seminovo.
Vendedores adoram!
O termo sugere que o carro não é tão velho assim, mesmo que se trate de uma Brasília sem motor, ou que o câmbio saia na mão do comprador logo depois da primeira curva.

É pura técnica de vendas.

Vou guardá-lo para elogiar uma amiga que fez plástica.
Talvez ela adore ouvir que está "seminova". Mas talvez...


SALE - É a boa e velha liquidação.
As lojas dos shoppings devem achar "liquidação" muito chula.
Anunciam em inglês. Sale quer dizer que o
estoque encalhou. A grife está liquidando, sim!
Não se envergonhe de pedir .mais descontos.
Pode ser que não seja chique, mas aproveite!


LOFI - Quando o lofi surgiu, nos Estados Unidos, era uma moradia instalada em antigos galpões industriais.

Sempre enorme e sem paredes divisórias.
Vejo anúncios de lofts a torto e a direito.
A maioria corresponde a um antigo conjugado.
Só não tem paredes, para lembrar seu similar americano.
É preciso ser compreensivo. Qualquer um prefere dizer
que está morando em um lofi a dizer em uma quitinete de luxo.

CULT - Não aguento mais ouvir falar que alguma porcaria é cult!
O cult é o brega que ganhou status.
O negócio é o seguinte: um bando de
intelectuais adora assistir a filmes de terceira,
programas de televisão populares e afins.
Mas um intelectual não pode revelar que gosta de algo
considerado brega. Então diz que é cult.
Assim, se pode divertir com bobagens, como qualquer ser normal, sem deixar de parecer inteligente.



Como conceito, próximo do cult está o trash. É o lixo
elogiado. Trash é muito usado para filmes de terror.
Um candidato a intelectual jamais confessa que não perde um episódio da série Sexta-Feira 13, por exemplo.

Ergue o nariz e diz que é trash.
Depois, agarra um saquinho de pipoca, senta na primeira fila e grita a cada vez que o Jason ergue o machado.


WORKSHOP - É uma espécie de curso intensivo.
Existem os bons. Mas o termo se presta a muita empulhação.
Pois, ao contrário dos cursos, no workshop ninguém tem a obrigação de aprender alguma coisa específica.
Basta participar.
Muitas vezes botam um sujeito famoso para dar
palestras durante dois dias seguidos.
Há alunos que chegam a roncar na sala.
Depois fazem bonito dizendo que participaram de um workshop com fulano ou beltrano.

A palavra é imponente, não é?

RELEITURA- Ninguém, no meio artístico ou gastronômico, consegue sobreviver sem usar essa palavra.
Está em moda.
Fala-se em releitura de tudo:
de músicas, de receitas, de livros.
Em culinária, releitura serve para falar de alguém que achou uma receita antiga e lhe deu um toque pessoal.

Críticos culinários e donos de restaurantes badalados adoram falar em cardápios com "releitura" disso e daquilo...

Ora, um cozinheiro não bota o seu tempero até na feijoada?
Isso é releitura? Então minha avó fazia releitura e não sabia, coitada.
O caso fica mais complicado em outras áreas.
Fazer uma releitura de uma história não é disfarçar falta de idéia?
Claro que existem casos e casos. Mas que releitura serve para disfarçar cópia e plágio, serve.
Seria mais honesto dizer "adaptado de..." ou "inspirado em..."
Como faziam antes.

Daria para escrever um livro inteiro a respeito.
Fico arrepiado quando alguém vem com uma conversa abarrotada de termos como esses.
Parece que vão me passar a perna.
Ou a culpa é minha, e não sou capaz de entender a profundidade da conversa?
Nessas horas, fico pensando:
Será que sou bobo? Ou tem gente esperta demais?

Autor: Walcyr Carrasco
Livro: Pequenos delitos e outras crônicas