sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Haja Paciência!... Pirei!...rsrsrs


A letra "P" - Apenas a língua portuguesa nos permite escrever isso:

Pedro Paulo Pereira Pinto, pequeno pintor português, pintava portas, paredes, portais. Porém, pediu para parar porque preferiu pintar panfletos. Partindo para Piracicaba, pintou prateleiras para poder progredir.

Posteriormente, partiu para Pirapora. Pernoitando, prosseguiu para Paranavaí, pois pretendia praticar pinturas para pessoas pobres. Porém, pouco praticou, porque Padre Paulo pediu para pintar panelas, porém posteriormente pintou pratos para poder pagar promessas.

Pálido, porém personalizado, preferiu partir para Portugal para pedir permissão para papai para permanecer praticando pinturas, preferindo, portanto, Paris.


Partindo para Paris, passou pelos Pirineus, pois pretendia pintá-los. Pareciam plácidos, porém, pesaroso, percebeu penhascos pedregosos, preferindo pintá-los parcialmente, pois perigosas pedras pareciam precipitar-se principalmente pelo Pico, porque pastores passavam pelas picadas para pedirem pousada, provocando provavelmente pequenas perfurações, pois, pelo passo percorriam, permanentemente, possantes potrancas.

Pisando Paris, pediu permissão para pintar palácios pomposos, procurando pontos pitorescos, pois, para pintar pobreza, precisaria percorrer pontos perigosos, pestilentos, perniciosos, preferindo Pedro Paulo precaver-se.

Profundas privações passou Pedro Paulo. Pensava poder prosseguir pintando, porém, pretas previsões passavam pelo pensamento, provocando profundos pesares, principalmente por pretender partir prontamente para Portugal.. Povo previdente! Pensava Pedro Paulo... Preciso partir para Portugal porque pedem para prestigiar patrícios, pintando principais portos portugueses. – Paris! Paris! Proferiu Pedro Paulo.

Parto, porém penso pintá-la permanentemente, pois pretendo progredir. Pisando Portugal, Pedro Paulo procurou pelos pais, porém, papai Procópio partira para Província. Pedindo provisões, partiu prontamente, pois precisava pedir permissão para papai Procópio para prosseguir praticando pinturas.

Profundamente pálido, perfez percurso percorrido pelo pai. Pedindo permissão, penetrou pelo portão principal. Porém, papai Procópio puxando-o pelo pescoço proferiu: Pediste permissão para praticar pintura, porém, praticando, pintas pior. Primo Pinduca pintou perfeitamente prima Petúnia. Porque pintas porcarias? Papai – proferiu Pedro Paulo – pinto porque permitiste, porém, preferindo, poderei procurar profissão própria para poder provar perseverança, pois pretendo permanecer por Portugal.

Pegando Pedro Paulo pelo pulso, penetrou pelo patamar, procurando pelos pertences, partiu prontamente, pois pretendia pôr Pedro Paulo para praticar profissão perfeita: pedreiro! Passando pela ponte precisaram pescar para poderem prosseguir peregrinando.
Primeiro, pegaram peixes pequenos, porém, passando pouco prazo, pegaram pacus, piaparas, pirarucus. Partindo pela picada próxima, pois pretendiam pernoitar pertinho, para procurar primo Péricles primeiro. Pisando por pedras pontudas, papai Procópio procurou Péricles, primo próximo, pedreiro profissional perfeito.

Poucas palavras proferiram, porém prometeu pagar pequena parcela para Péricles profissionalizar Pedro Paulo. Primeiramente Pedro Paulo pegava pedras, porém, Péricles pediu-lhe para pintar prédios, pois precisava pagar pintores práticos. Particularmente Pedro Paulo preferia pintar prédios. Pereceu pintando prédios para Péricles, pois precipitou-se pelas paredes pintadas. Pobre Pedro Paulo pereceu pintando...

Permita-me, pois, pedir perdão pela paciência, pois pretendo parar para pensar... Para parar preciso pensar.


Pensei. Portanto, pronto pararei.




( Recebi de meu filho Guilherme, por e-mail )

25 comentários:

Aninha disse...

Paraaaa preciso pensar!!!!!

Bom dia Cida!!!! :-)

AC disse...

Perante parado perante prosa praticada.
Parabéns!

Beijo :)

Chica disse...

Puxa!legal!beijos da praia ondehoje chove...chica

Jorge Pimenta disse...

os vomveiros voluntários de vraga vorraram os vicos das votas com vosta de voi e de vaca e vomitaram o vinho que veveram na venda de vila verde. :)
irra!

RSM disse...

Pura prosa!

Bom fim de semana!

Frederico disse...

ACHEI DEMAIS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Bj e bom finds

nacasadorau disse...

Amiga Cida!

Pirou pois :))))))))))))))
Conheço muitas lengas lengas, mas esta é longa demais!!!
Estou pasmada.

Beijo

Janaina Cruz disse...

Cida, eu gostei demais...rs

Dei muita risada com o e-mail inteligente e bem bolado.

Abraços e ótimo final de semana.

Mari Amorim disse...

adorei Cida!
Boas energias sempre,e bom final de semana!
Mari

Miguel disse...

Gosto muito do seu blog porque ele está sempre me surpreendendo (no bom sentido, claro).
abraços
Miguel

Paloma disse...

CIDA, você é demais!!! Este texto
engraçadíssimo e inteligente, nos
mostra como é rica a lingua portu-
guesa.

Beijos

Laura disse...

Olaré, já conhecia mas é um encanto.

Do Brasil através do Gilinho meu amigo chegou-me às mãos um volumoso rolo de folhas e em todas as palavras havia a letra A, que maravilha de prosa, conhece?

A Cidinha não precisa de um corte de cabelo?

Um beijinho da laura

AVOGI disse...

Mulher, tu cala-te fiquei com a lingua presa de tanto PPPPP.
serve para desentorpecer quem a tem enferrujada
kis :=):=)

Ana Martins disse...

Boa noite Cida,
está muito original, grata pela partilha.

Beijinho,
Ana Martins

Cris de Souza disse...

pensei num palavrão, pode?

beijo, querida!

Zé do Cão disse...

Conhecia mas muito mais curto.

Está uma delicia.
pegando na palavra da minha antecessora, faço pergunta.
Palavrão iniciado com P. ? Pde mesmo?

Bjs

Sandra disse...

Hahahahahaha...ótimo amiga Cida.
Tem que ter uma paciência de Jó pra criar um texto desse. Mas ficou muito bom. (Obrigada Guilherme, por enviar para a sua mãe e ela poder partilhar com a gente).
Tenham uma venturosa semana.
Beju

claudiafux disse...

Cida, amei! Muito bom!

Lá vai um pra vc, muito melancólico, mas usando a mesma figura gramatical:
VAGOS VERSOS

Vagueia em versos
meu vago divagar.
Passa em passos pachorrentos
o pensamento ao papel.

Traça-se timidamente nos traços,
Passa pausadamente às palavras,
E forma-se fragilmente nas frases,
a solidão de sonhos e silêncios,
a dor de desamores e desatinos,
a melancolia de malfadados momentos,
o vazio de vinte verões.

Dorme em dores e desditas,
desperta em distúrbio e desamor
e, vive vagueando em
vagos versos
meu vazio e vão divagar...


Tenha um maravilhoso domingo, amiga!
bjcas
claudiafux

Valquíria Oliveira Calado disse...

ƸӁƷO Equilíbrio Humano

ƸӁƷ As nossas opiniões são apenas suplementos da nossa existência e na maneira de pensar de uma pessoa pode ver-se o que lhe falta.
...ƸӁƷ Deste modo tudo se equilibra: cada um de nós quer ser completo ou, pelo menos, quer ver-se como tal.
ƸӁƷ Johann Wolfgang von Goethe

ƸӁƷ Deixo um abraço de alegria pra seu fim de semana.ƸӁƷ

ƸӁƷ ƸӁƷ
ƸӁƷ ƸӁƷ ƸӁƷ


ƸӁƷ ƸӁƷ

Uni ver sos disse...

Oi Cida!

Que beleza! Só a nossa língua mesmo permiti tais coisas...

Uma obra de arte escrita!

Beijos!!

Em@ disse...

Cid@, já conhecia, pois também já circulou várias vezes an minha caixa de correio e já me inspirou para trabalhos com os meus alunos.
fez-me também lembra a lingua dos pês que em criança e adolescente utilizava com as minhas colegas e amigas nas nossas conversas "secretas" eheheh
beijo

Tere disse...

parabens, para a pessoa que escreveu esse texto, e para vc que postou. bju querida,tere.

Bergilde Croce disse...

Cida,a nossa língua é simplesmente riquíssima!Adorei!
Meu abraço e desejos de boa semana pra ti!
Ah,da dica do livro- vou procurar por aqui.

Espaço do João disse...

Não é para me gabar, mas já conhecia o texto há muitos anos. No entanto não o deixo de elogiar. É um texto muito bem concebido.

Lucio Mikayah disse...

Verdade...quanta riqueza em nossa língua! Adorei!